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domingo, 16 de janeiro de 2011

TEXTO: "BIOGRAFIA DO CASCÃO"

PERSONAGEM – CASCÃO
                      PINTOU SUJEIRA
Cascão nasceu em 1961, baseado nas recordações de infância do próprio Mauricio de Sousa.
Ele conta que, no início,teve receio da reação do público o ao criar um personagem com uma certa “mania de sujeira”. A aceitação, entretanto, foi imediata e a popularidade cresceu tanto que desde agosto de 1982, Cascão tem sua própria revista.

TEXTO: "ARITMÉTICA DA EMÍLIA"

Leia o texto abaixo:

“... e o Visconde prosseguiu:
            — Atenção! Os artistas do País da Matemática vão entrar no picadeiro. Um, dois e... três! — rematou ele, estalando no ar o chicotinho.
            Imediatamente o cobertor que servia de cortina abriu-se e um grupo de artistas da Aritmética penetrou no recinto.
            — São os Algarismos! — berrou Emília, batendo palmas e já de pé no seu tijolo, ao ver entrar na frente o 1 e, atrás dele, o 2, o 3, o 4, o 5, o 6, o 7, o 8, o 9. — Bravos! Bravos! Viva a macacada numérica!
            Os algarismos entraram vestidinhos de roupas de acrobata e perfilaram-se em ordem, com um gracioso cumprimento dirigido ao respeitável público. O Visconde então explicou:
            — Estes senhores são os célebres Algarismos Arábicos, com certeza inventados pelos tais árabes que andam montados em camelos, com um capuz branco na cabeça. A especialidade deles é serem grandes malabaristas. Pintam o sete uns com os outros, combinam-se de todos os jeitos formando Números, e são essas combinações que constituem a Aritmética.”
            “... — Olhem como os algarismos são bonitinhos... O que entrou na frente, o puxa-fila, é justamente o pai-de-todos — o Senhor 1.
            — Por que pai-de-todos? — perguntou Narizinho.
            — Porque se não fosse ele os outros não existiriam. Sem 1, por exemplo, não pode haver 2, que é 1 mais 1; nem 3 que é 1 mais 1 mais 1, e assim por diante.
            — Nesse caso, os outros algarismos são feixes de Uns! — berrou a boneca pondo as mãozinhas na cintura.
            — Está certo — concordou o Visconde. — Os algarismos são varas. O 1 é uma varinha de pé. O 2 é um feixe de duas varinhas; o 3 é um feixe de três varinhas, e assim por diante.
            Narizinho, muito atenta a tudo, notou a ausência de alguma coisa. Por fim gritou:
            — Está faltando um algarismo, Visconde! Não vejo o Zero!
            — O Zero já vem — disse o Visconde. — Ele é um freguês muito especial e o único que não é feixe de varas, ou de Uns. Sozinho não vale nada, e por isso também é conhecido como Nada. Zero ou nada. Mas se for colocado depois dum número qualquer, aumenta esse número dez vezes. Colocado depois do 1 faz 10, que é dez vezes 1. Depois de 2 faz 20, que é dez vezes 2. Depois de 5 faz 50, que é dez vezes 5, e assim por diante.
            — E depois de si mesmo? — quis saber Emília.
            — Não faz nada. Um zero depois de si mesmo dá 00, e dois zeros valem tanto como um zero, isto é, nada.
            E também se o zero for colocado antes de um número, deixa o número na mesma. Assim, 02, por exemplo, vale tanto como 2.”

                                               Aritmética da Emília, de Monteiro Lobato, Brasiliense.

TEXTO COM INTERPRETAÇÃO: "A VELHA CONTRABANDISTA"


A VELHA CONTRABANDISTA

Stanislaw Ponte Preta



                Diz que era uma velha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.
         Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim para ela:
         _ Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
         A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:
         _ É areia!
         Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou que a velhinha fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora com o saco de areia atrás.
         Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e , todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
         Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
         _ Olha vovozinha, eu sou fiscal da Alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
         _Mas no saco só tem areia! – insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
         _Eu prometo à senhora que deixa a senhora passar. Não vou dar parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
         -O senhor promete que não “espaia”? – quis saber a velhinha.
         _ Juro – respondeu o fiscal.
         _É lambreta.

COMPREENDENDO O TEXTO


1.    Esse texto é uma:
a) (  ) narrativa           b) (  ) poesia      c) (  ) informação        d) (  ) crônica

2.    É um texto que transmite:

a) (  ) momentos de tensão                      b) (  ) comentários policiais       
c) (  ) uma situação de humor          d) (  ) uma situação triste

3.    Que adjetivos (qualidades) você daria a velhinha:

a) (  ) ingênua       b) (   ) esperta           c) (  ) caduca           d) (  ) cansada
e) (  ) otimista        f) (  ) pessimista        g) (  ) boba             h) (  ) inteligente

4.    Que adjetivos (qualidades) você  daria  ao policial:

a) (  ) teimoso       b) (  ) desconfiado       c) (  ) educado        d) (  ) ingênuo
e) (  ) compreensivo    f) (  ) honesto        g)  (  ) observador  h) (  ) tolo

5.    O final do texto é surpreendente? Por que?
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6.    Se você fosse o fiscal, teria percebido qual o contrabando? De que forma?
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7.    A escrita correta da palavra “espaia” é:
a) (  ) espalia              b) (  ) espalha                  c) (  ) espalhia

8.    Na expressão: “Com um bruto saco atrás da lambreta”, a palavra grifada significa:
a)  (  ) estúpido           b) (  ) grande                  c) (  ) mal educado

9.    Alfândega é o departamento onde:
a)    Cobram-se impostos e taxas de produtos.
b)   Compram-se produtos.
c)    Vendem-se mercadorias proibidas.

10. No Brasil, muitas pessoas se vangloriam de burlar as leis. O que você acha dessa atitude?
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TEXTO COM INTERPRETAÇÃO: "O REI QUE QUERIA ALCANÇAR A LUA"

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