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domingo, 3 de julho de 2011

Texto com interpretação: "A tagarela"


Cecília: simpática, alegre, inteligente. Mas como falava! Muito. O tempo todo.
Sem parar. Cecília, pra resumir, falava pelos cotovelos...
Deixava os pais tontos, de tantas coisas que tinha pra contar e pra perguntar. Cecília era um poço sem fundo.
___Mãe, você sabe da última lá da escola? A Júlia falou pra Ana, que contou pra Helena, que...
___Pai, o que é economia paralela? Eu li no jornal, mas não entendi direito. Tem alguma coisa com  duas retas paralelas? Por que isso eu sei o que é. É assim...
Na escola, a professora ficava maluca. Cecília perguntava sem parar, respondia sem parar, contava o tempo todo, falava, falava, falava.... Era uma torneirinha constantemente aberta.
As colegas a adoravam: era amiga, companheira, generosa... Mas como falava! Era difícil agüentar tanto falatório. Pra não magoar Cecília, resolveram: passaram a se revezar no recreio, pra lhe fazer companhia. (...)
Sua companheira preferida era a fiel boneca Suzi. Essa nunca reclamava, nunca pedia silêncio, nunca se revezava com ninguém. Ficava calada, escutando sempre, paradona.  Não se mexia, nem piscava. Era uma ótima ouvinte.
___Veja você, Suzi, o que me aprontaram na aula de Matemática. A professora pediu pra eu dizer a tabuada do 9. Aí eu disse. Aí eu sabia as outras tabuadas e fui falando, uma atrás da outra. Aí quando eu fui perguntar pra ela se estava tudo certo, ela nem estava prestando atenção. Aí eu comecei tudo de novo e ela ficou zangada e me mandou sentar. Só porque ela tinha pedido pra eu dizer a tabuada do 9 e...
Era mais ou menos assim o dia-a-dia de Cecília. O tempo passando, as coisas acontecendo e Cecília tagarela, tagarelando.
Um dia, porém, Cecília começou a ficar rouca. E ficou rouquinha da silva. Mas isso não a impedia de falar. E quanto mais falava, mais rouca ela ficava. A mãe pediu, implorou para que a filha se calasse um pouco. Claro, foi tudo em vão.
O médico receitou montes de remédios, mas sem resultado. Então, resolveram consultar um especialista em cordas vocais. Após o exame, ele explicou que a garota tinha um problema numa das cordas vocais e deveria ser operada:
- Operação simples disse ele. É feita no consultório e a menina pode voltar para casa no mesmo dia. A única recomendação é a seguinte: ela não poderá falar, em hipótese alguma, durante uma semana. Depois disso o caso estará encerrado...
         
            Alina Perlman
1-Encontre o significado das palavras abaixo no dicionário:
a)Falatório: ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
B)Revezar:
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2- Responda de acordo com o texto:
a)               Cecília deixava os pais tontos. O que é que a menina fazia para deixar seus pais assim?
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3-Releia a frase:

Na escola, a professora ficava maluca.
a)  Por que a professora de Cecília ficava maluca?
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b)   Marque com um X a resposta que indica a razão para a professora ficar assim:

(   ) A professora ficava maluca porque Cecília brigava com suas amigas no recreio todos os dias;
(   ) A professora ficava maluca porque Cecília era uma torneirinha aberta, isto é, chorava sem parar;
(   ) A professora ficava maluca porque Cecília perguntava, respondia, contava e falava sem parar;
(   ) A professora ficava maluca porque Cecília brincava com sua boneca Suzi durante as aulas.


4- As colegas de Cecília não se incomodavam com o falatório da menina.
 Essa afirmativa é falsa ou verdadeira? Copie  uma parte do texto que comprove a sua resposta.
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c)   A boneca Suzi era a companheira preferida de Cecília.
Por que Cecília preferia ficar em companhia da boneca? (Cite três motivos):
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 “Um dia, porém, Cecília começou a ficar rouca.”

d)  O que a mãe fez para tentar resolver esse problema de Cecília?
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e)    Após o exame com o especialista, o médico descobriu qual era o problema de Cecília.
Qual era o problema da menina?
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5-Reescreva as frases abaixo ,acrescentando aos substantivos destacados ,um adjetivo.

a)               O médico receitou  um remédio para Cecília.
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b)               Na escola , a professora ficava maluca com tantas perguntas da menina.
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Texto com interpretação: "A velha e os ladrões"

A velha e os ladrões

     Era uma vez uma velha que morava nos arredores de um povoado. Uma noite estava se aquecendo junto ao fogo tendo como única companhia as chamas ardentes quando, de repente, ouviu ruídos em cima, em seu quarto. Surpresa, disse:
     - Eu diria que há ruídos lá em cima... ou será impressão minha?
     Depois, ouviu claramente passos que iam de um lado para o outro e compreendeu que se tratava de ladrões que tinham ido rouba-la. Como estava sozinha e ninguém podia ajuda-la, começou a pensar:
- O que é que eu poderia fazer para esses ladrões irem embora? Ah, já sei!
     E, decidida, dirigiu-se para o pé da escada e começou a gritar:
     -Bernardo, suba para o terraço! Maria, pegue a espingarda!
-Juan, cace-o!
-E você, Pedro, bata neles!
-Ramon, conte quantos são!
Ao ouvir os gritos da velha, os ladrões se assustaram muito e
disseram:
     -Olhe que não tem pouca gente nesta casa... É melhor ir embora[...]
     Mais tarde, a velha, sentada diante do fogo, começou a gargalhar... e contam que ainda continua rindo.
( Isabel Sole )

Entendendo o texto

Complete o quadro.


Quem é a personagem principal da história?


Onde se passa a história?


Qual foi o problema da história?


Como foi resolvido o problema?



Responda.

1-Onde você acha que estavam Bernardo, Maria, Juan, Pedro e
Ramón?
R:______________________________________________________________________________________________________________

2- Por que a velha riu tanto?
R:______________________________________________________________________________________________________________

3- Procure no dicionário o significado de:
arredores:________________________________________________________________________________________________________

domingo, 1 de maio de 2011

TEXTO PARA REFLEXÃO: REUNIÃO DE PAIS

O NÓ


            Em uma reunião de pais, numa escola de periferia, a diretora incentivava o apoio que os pais deveriam dar aos filhos. Ela lembrava também que os mesmos deveriam se fazer presentes para os filhos. Entendia que, embora soubesse que a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar ás crianças e atendê-las.
            A diretora ficou surpresa quando um pai se levantou e explicou, na sua humildade, que não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana, pois saía muito cedo para trabalhar e o garoto ainda estava dormindo, e ao voltar ele já havia se deitado, porque era muito tarde.
            Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para poder prover o sustento de família. Porém, ele contou que isso o deixava angustiado por não Ter tempo para o filho, mas que tentava se redimir, indo beijá-lo todas as noites que chegava em casa, e, para que o filho soubesse de sua presença, dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente, todas as noites, ao beijá-lo.
            Quando este acordava e via o nó, sabia por intermédio dele que o pai havia estado ali e o tinha beijado. O nó era o elo de comunicação entre ambos.
            Esta história nos faz refletir que existem muitas maneiras de um pai se fazer presente, de se comunicar com o filho, e esse pai encontrou a maneira dele. E o mais importante: a criança percebeu isso.
            Nós nos preocupamos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam disso. Devemos nos exercitar nessa comunicação e encontrar cada um a própria maneira de mostrar ao filho a sua presença.
            E você, já deu um nó no lençol de seu filho hoje?

Autor Desconhecido

TEXTO PARA REFLEXÃO: REUNIÃO DE PAIS

PAIS MAUS
    “Um dia quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes: - Eu amei-vos o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão”.
  *Eu amei-vos o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

*Eu amei-vos o suficiente para vos fazer pagar os rebuçados que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e vos fazer dizer ao dono: “Nós tiramos isto ontem e queríamos pagar”.

* Eu amei-vos o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o vosso quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

*Eu amei-vos o suficiente para vos deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

 *Eu amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

 *Mais do que tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).

      Estas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se os seus pais eram maus, os meus filhos vão lhes dizer:
 
   ”Sim, os nossos pais eram maus. Eram os piores do mundo... As outras crianças comiam doces no café e nós só tinhamos que comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvetes ao almoço e nós tinhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Nossos pais tinham que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.”

    “Insistiam que lhes disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nossos pais insistiam sempre conosco para que lhes disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. 
   E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata”!
   “Nossos pais não deixavam os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para que os nossos pais os conhecessem. 
    “Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelo menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aqueles chatos levantavam para saber se a festa foi boa (só para verem como estávamos ao voltar)”.
    ”Por causa dos nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência”.
   “Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime”.
“FOI TUDO POR CAUSA DOS NOSSOS PAIS!”
“Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o melhor para sermos  “PAIS MAUS”, como eles foram. EU ACHO QUE  ESTE  É  UM  DOS MALES  DO MUNDO DE HOJE:
NÃO HÁ PAIS MAUS SUFICIENTES”!

TEXTO PARA REFLEXÃO: REUNIÃO DE PAIS

  • Pais Brilhantes

    - Chore com seus filhos e abrace-os. Isso é mais importante do que dar-lhes fortunas ou fazer-lhes montanhas de críticas.
    - Não forme heróis, mas seres humanos que conheçam seus limites e sua força.
    - Faça de cada lágrima uma oportunidade de crescimento.
    - Estimule seu filho a ter metas.
    - Lembre-se: conversar é falar sobre o mundo que nos cerca.
    - Dialogar é falar sobre o mundo que somos. - Abraçar, beijar, falar espontaneamente.
    - Contar histórias.
    - Semear idéias.
    - Dizer não sem medo.
    - Não ceder a chantagem.
    - Para educar é necessário paciência.

    Augusto Cury